Crítica: Watchmen

Julho 4, 2009

Watchmen

IMPORTANTE: Este comentário foi escrito por alguém que não leu a história em quadrinhos de Alan Moore e Dave Gibbons.

Zack Snyder ficou famoso depois do remake de Despertar dos Mortos, dirigido pelo mestre dos zumbis George A. Romero e lançado em 1978, Madrugada dos Mortos, lançado em 2004. O sucesso nas bilheterias e, por incrível que pareça, nas críticas, fez com que Snyder se tornasse um diretor razoavelmente requisitado. Daí surgiu 300, baseado na história de Frank Miller. A crítica gostou e o público aplaudiu. Resultado: 300 fez mais de $450 milhões nos cinemas.  E custou apenas $65 milhões. Os “analistas” disseram que o sucesso do filme se deve ao ótimo trailer, que retratou brilhantemente a atmosfera particular do filme. Que em outras palavras foram 117 minutos de efeitos especiais.

Não sei o que os fãs da nona arte acharam do filme 300. Mas a Warner Brothers, produtora, adorou. Surgiu então a grande oportunidade para Snyder: filmar o infilmável. Watchmen é, provavelmente, a história em quadrinhos mais adorada da história. E imagino que seja uma das mais complexas também. As tramas envolvendo a Guerra Fria e as interferências políticas do Minutemen não devem ter sido escritas para os leigos em geopolítica histórica. Mas as ágeis mãos dos roteiristas conseguiram passar uma peneira nisso tudo e fizeram do filme mais um blockbuster norte-americano.

Não é o que parece, pelo menos na primeira parte. Eu comecei assistindo a um filme inteligente e com pouca ação descerebrada. Os efeitos especiais lentos de Snyder estão lá. Mas não conseguiram me desconcentrar. Enfim, como não li a história original prefiro não comentar muito sobre isso. Até que veio a segunda parte. Em minha opinião, o filme pode ser dividido a partir da cena em que Espectral (Malin Akerman) descobre o “botão de fogo” da nave do Coruja (Patrick Wilson). A partir daí, Watchmen se torna uma comédia. E isso foi muito aquém às minhas expectativas.

O que comentar da cena do incêndio no prédio? Ou do “incêndio” nas nuvens? Dos braços amarrados na cela de Rorschach (Jackie Earle Haley)? Se estou aqui para citar defeitos, não posso falar da atuação de Matthew Goode, o Ozymandias. Pois aquilo foi uma catástrofe.

Posso dizer que Watchmen é um filme excelente na sua primeira metade e péssimo na metade final. Mas sempre excelente nos efeitos especiais e na fotografia. Me surpreendi ao ver que Watchmen fracassou nas bilheterias: custou $130 milhões e fez pouco mais de $180 milhões mundialmente. Vale lembrar que um filme, para ser considerado um sucesso, deve fazer o dobro do que custou. Dizem que o motivo do fracasso foi a censura alta (e justa, já que o sexo e a violência foram ali tratados de forma pejorativa) e pelo roteiro “complicado”. Eu não achei.

Sinceramente? Espero que a história de Alan Moore e Dave Gibbons não seja assim.


Uma nova noiva para Frankenstein?

Junho 18, 2009

A Noiva de FrankensteinO estúdio Imagine, coordenado pelo diretor Ron Howard (Anjos e Demônios), está negociando com Neil Burger, diretor e roteirista de O Ilusionista, para filmarem um remake de A Noiva de Frankenstein.

O original é um filme cultuado de 1935. Foi uma das primeiras seqüências a serem filmadas em Hollywood, precedido de Frankenstein (1931), do mesmo diretor, James Whale. A Noiva de Frankenstein já foi refilmado em 1985: com o título de A Prometida (The Bride), o filme foi uma mega bomba e recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro (o “Oscar dos piores”) na categoria de Pior Atriz para Jennifer Beals.

No filme de 1935, Frankenstein escapa do cerco ao moinho vivo, enquanto Dr. Frankenstein tem sua noiva sequestrada por outro lunático cientista. O objetivo dele é convencer o doutor a criar uma companheira para o monstro.

Mais um remake de um grande clássico… O Dia em que a Terra Parou não ensinou nada a ninguém?


Bastardos Inglórios ganha novo pôster

Junho 17, 2009

Bastardos Inglórios Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds), o novo filme do cultuado Quentin Tarantino (Pulp Fiction – Tempo de Violência), ganhou um novo pôster italiano. A imagem, bastante estilizada, está cheia de rostos pouco conhecidos, Brad Pitt e algumas femmes fatales de tirar o fôlego. Para ver o pôster, clique na imagem ao lado.

Na história que passa durante a Segunda Guerra Mundial, um grupo de soldados norte-americanos judeus fica encarregado de espalhar o horror pelo Terceiro Reich. Além dos atores mostrados no pôster, o elenco conta com Eli Roth (À Prova de Morte), Mike Myers (O Guru do Amor) e Samuel L. Jackson (Jumper).

Bastardos Inglórios já estréiou no Festival de Cannes, onde dividiu as críticas mas levou o prêmio de melhor ator para Christoph Waltz. A estréia está prevista para ocorrer dia 21 de agosto nos EUA e 23 de outubro no Brasil.

Para ver o trailer de Bastardos Inglórios, clique aqui. Se quiser, ver os outros pôsteres divulgados até o momento, clique aqui.


O fracasso do novo Terminator

Junho 16, 2009

O Exterminador do Futuro: A SalvaçãoO ano é 1984. Dois anos depois de dirigir o fracasso Piranhas II – Assassinas Voadoras, James Cameron recebe um novo voto de confiança de Hollywood. Lançado pela extinta Orion Pictures, O Exterminador do Futuro custou $6,4 milhões e estréiou nos EUA com muita gente esperando o pior… e o resultado passou longe disso. O filme não só lançou Arnold Schwarzenegger ao estrelato como se tornou um clássico cult. As bilheterias foram excelentes: $78,37 milhões ao redor do mundo, ou 12 vezes o custo gasto na produção.

Em 1991, tudo era diferente. O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final foi, sem a menor dúvida, o filme mais aguardado do ano. Foi também o primeiro a ter um custo de mais de $100 milhões, para ser mais exato, $102 milhões. Também dirigido por James Cameron e com Arnold Schwarzenegger liderando novamente o elenco, o Terminator 2: Judgment Day foi aplaudido de pé por milhões de pessoas. Arrecadou $519,84 milhões ao redor do globo, um dos maiores valores já feitos por um filme até aquela época.

2003. Tentaram ressuscitar a série. James Cameron pulou fora: Titanic lhe deu prestígio demais para uma produção desse porte. O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas não agradou a todos, mas certamente foi uma boa diversão. Foi o segundo filme a ter um orçamento de $200 milhões (o primeiro foi Titanic), mas as bilheterias não tiveram uma curva tão positiva. Terminator 3: Rise of the Machines fez $433,37 mundialmente. O plano da Warner Brothers, que substituiu a Orion Pictures desde o segundo filme, era de criar uma nova trilogia Terminator. Até ali tudo estava razoavelmente indo bem.

Curiosidade: Terminator 3: Rise of the Machines foi o último filme em que Arnold Schwarzenegger atuou como ator principal. Foi feito antes do ator começar sua carreira política.

Nas últimas quatro semanas, a Warner perdeu toda a confiança com a série Terminator. O quarto filme da franquia custou $200 milhões e foi dirigido por um tal de McG (As Panteras). O Exterminador do Futuro: A Salvação estréiou com péssimas críticas, que afirmavam que o filme fracassou miseravelmente ao tentar buscar a originalidade dos dois primeiros da quadrilogia. Mas o pior veio mesmo quando as bilheterias foram divulgadas:  até o momento o filme não atingiu $280 milhões mundiais. E não deve chegar aos $400 milhões, o mínimo esperado para um filme com tal orçamento. No Brasil, a coisa está pior ainda. Em 10 dias de exbição, incluíndo um feriado nacional, O Exterminador do Futuro: A Salvação não chegou a nem um milhão de espectadores, um valor cerca de 45% abaixo do original.

Agora querem falar que a culpa do fracasso é de que Schwarzenegger não está mais no elenco. Terrível engano. Numa época em que o público procura super-produções elogiadas, como Star Trek e Up – Altas Aventuras, um filme fracassar nas críticas é algo fatal. X-Men Origens: Wolverine que o diga.